Educação: estamos todos no mesmo barco?

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Educação: estamos todos no mesmo barco?

“Faz falta uma tribo inteira para educar uma criança” PROVERBO AFRICANO.
Hoje em dia podemos perceber uma inquietante verdade no que à educação diz respeito.
Por um lado, temos a grupos de mães e pais que, através do WhatsApp se dedicam a perguntar ao resto do pais e mães dos colegas de classe de seus filhos, coisas do tipo ” quais são os deveres de Língua Castelhana foram ordenadas hoje?” “Quando é o próximo exame de matemática?” “O que eles têm que levar o material de plástico?” “você…?”; e, além disso, expõem abertamente esses grupos, qualquer dúvida, divergência desacordo que têm com o mestre (que muitas vezes nem sequer chegaram a conhecer), deixando-a cair comentários do tipo ” você Não acha que esse mestre envia muitos deveres?” O meu filho/a diz que lhes grita e fala muito mal!” Você não acha que o exame de Ciências Naturais, era muito difícil?” “Eu não sei o que você pensou!…”.

Por outro lado, encontramos comentários dentro do colégio do tipo ” ah, É que com estas crianças não se pode fazer mais nada, pois vêm sem educar!” “Ah, muito bem está o pobre, com os pais que tem…!”. Ou outros, mais recentes, se possível, que se dão nas reuniões de avaliação, quando uma criança tem pensado em colocar uma pontuação baixa em uma determinada matéria e algum componente do claustro de professores diz “Opa, pois a mãe da criança que tem muito carácter e é uma das que vem pedir explicações”, e em seguida o mestre, a mestra lhe sobe a nota com um comentário do tipo “, pois seria um bem, mas eu coloquei um notável que eu não quero confusão com a mãe”.
Isto sugere várias coisas:

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― A primeira, que parece ser a de que a responsabilidade de um monte de crianças de participar das atividades dos exames, foi delegando em seus pais.
― Também que poderia pensar-se que a lacuna entre a escola e as famílias é cada vez é mais larga e profunda. Motivo pelo qual os pais parece acordo mais aproximar-se de tentar qualquer discrepância em dúvida com o professor (também é verdade que o horário de trabalho dificulta estas situações).
―Além disso, os professores parecem estar se esquecendo de seu papel como educadores. Parece que estão mais dispostos a contentar os pais que mostrar a realidade sobre seus filhos, quando intuitivamente que esta pode ser muito gratificante para eles, com o fim de evitar possíveis confrontos”.
―E, finalmente, que quando algo parece não funcionar muito bem no aprendizado com o ambiente acadêmico de uma criança, a escola e a família se culpam uma à outra, pois nenhuma quer ter a bola em seu telhado.
A pergunta inevitável é… por que está acontecendo tudo isso? como fazer para meu filho ter um Optimemory melhor? E eu acho que uma possível resposta poderia ser que educar não é nada fácil, e parece que não temos claro qual é o papel que cada um devemos assumir. E o pior de tudo é que, enquanto se dão estes pequenos litígios” entre as famílias e as escolas, estamos passando por alto o mais alarmante de tudo, e é que AS VÍTIMAS DE TUDO ISTO SÃO SEMPRE AS CRIANÇAS!

Para começar, tanto nas famílias como nas escolas, a mensagem que enviamos é que seus atos irresponsáveis, não têm consequências. Quando vêem que uma mãe, um pai pergunta por WhatsApp seus deveres no dia do exame, o que justifica, quando teve um mal comportamento ; quando um professor lhe sobe a nota por não ter que dar explicações a seus pais, a criança que está aprendendo é que, independentemente de seu comportamento sempre haverá alguém disposto respondeu os problemas. Deste modo, estaremos propiciando uma atitude irresponsável e pouco autônoma que afeta de forma muito negativa em seu futuro.
Os pais devem cuidar do desenvolvimento da autonomia e a responsabilidade de seus filhos. Para isso deve dar-lhe a entender que determinados comportamentos de adiamento irresponsabilidade terão consequências. Se um dia não se aponta os deveres da data do exame, deverá deixar que, no dia seguinte, o mestre lhes fosse posto um negativo que suspendam o exame, por não ter sido preparado. E se descobrem teve um mau comportamento na escola, devem evitar justificar tentar virar a culpa sobre o outro companheiro, bem como aplicar-lhe a correspondente punição. Deste modo entenderão que não podem agir de qualquer modo, para não pagar o respectivo preço por isso.

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Por outro lado, os professores, temos de refletir a realidade educacional de uma criança. Oferecemos-lhe toda a ajuda de que dispomos, mas temos que ser realistas na hora de refletir o nível de conhecimento do aluno. Não agir deste modo, pode ser considerada como mentir para os pais, tutores da criança, e a família de nossos alunos não merece que lhe mintamos. Devemos estar sempre prontos para receber os pais e explicar-lhes com a máxima transparência é a nossa forma de trabalhar e de avaliar. É possível que os pais discrepen conosco, nesse caso, contemplar o seu ponto de vista e o usaremos para refletir; não obstante, se você não compartilhamos lhes daremos as suas contribuições, mas teremos que fazê-los entender que consideramos que a nossa avaliação é a que deve prevalecer, já que somos nós os profissionais deste sector (raramente um paciente vai se discute a seu médico um diagnóstico, um cliente diz ao mecânico que se engana ao dizer que falha da correia de transmissão).
Devemos fazer um esforço para ir à uma hora de educar, com o fim de conseguir desenvolver a responsabilidade e a autonomia em nossos filhos, alunos. Convidaria a todos os pais a se aproximar dos colégios de seus filhos quando querem resolver algum tipo de dúvidas. Suas contribuições e pontos de vista podem ser muito reveladores e enriquecedores, sempre e quando se exponham com deferência aos profissionais deste sector. E os professores lhes estimularia a tomar consciência da importância de trabalhar de uma forma transparente, em que sejam capazes de expor suas ideias e classificações para os familiares do aluno, com o critério necessário.

Desta forma, vamos dar-lhe a entender as crianças que tanto as famílias como os colégios temos claro qual é o papel que assumimos em sua educação. Isto irá ajudá-lo a entender quais são as suas responsabilidades e dar-lhes segurança em seu período de desenvolvimento. Devemos lembrar que vivemos em tempos em que os valores parecem estar andando na corda bamba e é importante que as futuras gerações vão tomando consciência de quais devem ser as suas responsabilidades. Para isso, lembrai-vos de que… a hora de educar estamos todos no mesmo barco!

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